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Não existe "máquina profissional", o que existe é fotógrafo profissional, ou seja, aquele que é remunerado pela prática da fotografia. Para isso, esse fotógrafo pode tanto utilizar uma máquina sofisticada ou uma simples.
O que importa no fotógrafo é seu modo de ver o mundo, a imagem que ele produz, a composição que faz, não necessariamente um profissional produz "boas fotos". O amador é um verdadeiro artista. A qualidade da foto depende de um bom instrumento, um bom olhar e um bom conhecimento técnico, mas antes de tudo, praticar muito o click da máquina ou seja, fotografar muito para adquir prática e conhecimento. Depois, escolher algumas fotos dentro de várias feitas.
Lente fixa ou cambiável, visor direto ou reflex?
 Câmara de visor direto De maneira geral, as mais simples e populares, as chamadas câmaras compactas, são as que apresentam um visor (por onde se enquadra o motivo) totalmente separado da objetiva. Para a maioria das fotos, aquilo que o fotógrafo está visualizando é o que será gravado no filme. O problema é fotografar de perto, pois a imagem que aparece no visor não será a mesma que a registrada pela objetiva. É o que em óptica se chama de efeito paralaxe. Mesmo com corretores de paralaxe na maioria dos visores, esse tipo de câmara é a responsável pelos famosos cortes involuntários do motivo. O grande inconveniente, no entanto, é a pouca versatilidade desse tipo de câmara, em sua grande maioria com objetiva fixa, uma vez que o visor não mostra o que se vê com diferentes tipos de lentes. O lado bom é o baixo custo, a facilidade operacional e uma lente com ângulo de visão relativamente grande. Ideal, se o objetivo é registrar instantâneos esporádicos de viagens e da família, quando não se espera grandes ampliações com qualidade.
Câmara monorreflex O nome é complicado mas a idéia é simples. O efeito paralaxe foi resolvido ao se incorporar um espelho e um prisma ao sistema óptico da máquina, que permite "ligar" a imagem captada pela objetiva ao visor (sistema reflex). Mais complexas e, portanto, mais caras, as monorreflex apresentam como grande vantagem a extrema versatilidade. Pequenas, apesar de robustas, admitem uma série de acessórios e, principalmente, utilizam sistema de lentes cambiáveis. São chamadas também de monobjetivas porque utilizam apenas uma objetiva. Existem monorreflex em formato médio (filme 120 mm). Mas a grande maioria delas é para filme 35 mm, assim como todas as máquinas de visor direto.
Câmara reflex de duas objetivas Hoje, de cada 10 mil turistas, um estará portando uma câmara de duas objetivas, e, provavelmente, ele será grisalho. Mas esse tipo de máquina já foi a coqueluche de profissionais e amadores exigentes. Perdeu espaço para a monorreflex 35 mm por causa do formato (120 mm), tamanho, custo (mais cara) e uma aparente complexidade operacional. Em compensação duram anos sem problemas mecânicos. São resistentes, funcionam maravilhosamente e, em sua maioria, utilizam lentes de altíssima qualidade. A lente superior, de qualidade inferior, é a do visor. A de baixo expõe o filme. Mas o erro de paralaxe é insignificante.
Comparando para escolher
 Câmaras não-reflex Câmaras reflex Visor Direto e separado da objetiva. Isto cria diferenças entre o que é visto e o que será fotografado, sobretudo a certas distâncias. Muitos modelos adotam um quadro guia de orientação com o objetivo de reduzir o efeito. Aquilo que é visto no visor é exatamente o que será fotografado. Isto é possível graças a um sistema combinando espelho com um pentaprisma que permite enxergar a imagem através da lente.
Fotômetro Assim como o visor, o fotômetro das câmaras não-reflex faz as leituras num ângulo diferente da lente que fotografa. Existem vários tipos, mas, em geral, o fotógrafo determina uma variável (abertura ou velocidade) e o fotômetro indica ou ajusta automaticamente a outra.
Objetivas Usam lentes de boa qualidade, porém de óptica simples. Não podem ser removidas, porque funcionam com foco fixo ou estimado devido ao uso das grandes angulares. Uma das virtudes da câmara reflex é a possibilidade de trocar objetivas. Com isso, pode-se fotografar em diferentes ângulos de visão, alterar a aproximação ou perspectiva, além de controlar o nível de aumento da imagem.
Acessórios As câmaras de visor direto não foram projetadas para receber acessórios. No máximo aceitam alguns filtros (dificilmente encontrados no Brasil), cabo disparador, tripé e flash eletrônico. A reflex aceita uma infinidade de acessórios. Podem ser lentes, filtros, cabos disparadores, motores de transporte de filme, tripés, manoplas, flash e vários outros acessórios para diversas situações.
Recursos Têm recursos limitados e pré-estabelecidos. As câmaras de amador fazem ótimas fotos, desde que seus limites sejam respeitados. Os recursos da reflex permitem fotografar as mais diversas situações, da mais fácil à mais difícil. O limite é a criatividade do fotógrafo. ]
Automáticas ou manuais? Tanto faz depende do gosto dom fotgrafo, a grande maioria das máquinas possui comandos automáticos. Mesmo as mais sofisticadas mantêm os controles manuais, mas garantem boa parte ou a totalidade das operações automatizadas. A diferença é que, com as manuais, o controle do fotógrafo é absoluto. Luz, profundidade de campo (área de foco), velocidade do obturador (mecanismos de entrada da luz) e até a sensibilidade do filme podem ser "manipulados" pelo fotógrafo para obter a imagem desejada. As automáticas, por outro lado, além de serem mais fáceis de operar, permitem que você se concentre exclusivamente no motivo e na composição da imagem.
Os filtros
São muitos e merecem um livro inteiro só para descrevê-los. Os filtros foram criados, basicamente, para ajustar as variações de cor da luz, uma vez que os filmes não reagem à cor da mesma maneira que o olho humano. Nos filmes preto-e-branco, por exemplo, as cores são representadas em matizes de cinza, por isso, quando não se usa filtro, muitas cores podem ser representadas por matizes muito próximas entre si, comprometendo o contraste. De maneira geral, os filtros exigem uma abertura maior (ou menor velocidade do obturador) do que aquela apontada pelo fotômetro. A alteração necessária vem indicada nas instruções de uso, designada como fator de filtro. Um filtro de fator 2, por exemplo, exige o dobro da luz indicada pelo fotômetro: uma abertura de diafragma um ponto maior ou uma velocidade de obturador um ponto mais lenta. Veja aqui os filtros mais utilizados.
UV e Skylight São os mais conhecidos e usados. O UV (de ultravioleta) absorve essa radiação, dando um aspecto mais natural à imagem. Os raios ultravioleta não são captados pelo olho humano, mas os filmes os registram, provocando uma espécie de névoa azulada ao fundo das cenas distantes. O Skylight também reduz os impactos da radiação ultravioleta, além de diminuir os tons azulados típicos dos dias nublados. Apesar de serem criados para os filmes coloridos, não interferem a olhos vistos nos branco-e-preto, tornando-se um excelente protetor de lente permanentemente acoplado à objetiva, como muitos fotógrafos profissionais o fazem, já que não exigem correção de exposição.
Polarizador Um acessório muito versátil, tem múltiplas funções em filmes P&B ou coloridos. Reduzem reflexos, escurecem o céu azul (dando dramaticidade à imagem), limpam a névoa atmosférica (a poluição, também) e tornam as cores mais vivas. Os filtros polarizadores possuem fator de correção de exposição de, na maioria, 2,5, o que significa aumentar a abertura em um ponto e 1/3.
Filtros de correção de cor São muitos. Sua principal função é corrigir os efeitos de diferentes fontes de luz ao se utilizar o mesmo tipo de filme, programado apenas para um tipo de luz específico, como a luz do dia (e a de flash, que imita a luz do dia). São utilizados, por exemplo, para dar naturalidade a fotos com filme para luz do dia, mas tiradas sem flash em ambientes iluminados por luz incandescente.
Tripés e monopés
Você já deve ter visto, em coberturas de eventos esportivos, um fotógrafo ter sua máquina acoplada a uma espécie de bastão vertical apoiado ao chão. É o monopé, criado para dar sustentação às pesadas teleobjetivas de grandes distâncias focais, que, após algum tempo na mão, tendem a provocar tremedeiras nos mais experientes fotógrafos. O mesmo princípio levou à criação do tripé, acessório indispensável quando há necessidade de se obter fotos em baixa velocidade do obturador, ou seja, quando há pouca luz.
É um acessório indispensável para se obter foco no primeiro e no último plano de uma paisagem, por exemplo, feito que exige pouca abertura do diafragma e, conseqüentemente, baixa velocidade do obturador, principalmente se o filme é pouco sensível à luz (ISO 50, ou menos), os melhores quando se deseja excelente resolução mesmo em grandes ampliações.
Freddy Duclerc - Aventura e Vida!
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